O que o MExplorer envia para fora do seu Mac
A resposta curta: estatísticas de utilização, relatórios de falha e verificações de atualização. Nenhum nome de ficheiro, nenhum conteúdo de ficheiro, nenhum caminho de espécie alguma.
O que nunca sai do seu Mac
- Nomes de ficheiros, caminhos, conteúdos de ficheiros. Nunca, sem exceção.
- As aplicações que tem instaladas, resultados de análise, registos de limpeza. Ficam numa base de dados SQLite dentro da pasta de suporte da própria aplicação, na sua máquina.
- O seu trabalho. Nenhum resultado de análise, inventário de aplicações ou registo de limpeza sai da máquina — nem sequer dentro de uma chamada de ativação de licença.
Isto não é só uma promessa. A lista de eventos que podem ser enviados é um tipo fechado no código-fonte: cada parâmetro é uma enumeração, uma contagem ou uma faixa de tamanho. Nenhum campo aceita texto livre, por isso não existe sequer um sítio onde enfiar um caminho. Uma barreira que corre em cada compilação fica vermelha se alguém acrescentar um parâmetro de texto, ou se o módulo de telemetria tocar no sistema de ficheiros.
O que de facto sai do seu Mac
1. Estatísticas de utilização (Firebase Analytics)
| Evento |
Segue junto |
| Aplicação aberta |
código de língua da interface |
| Um ecrã aberto |
qual ecrã (limpeza, duplicados, análise de disco…) |
| Limpeza concluída |
profundidade da análise, quantos grupos estavam assinalados, a faixa de espaço libertado |
| Resultado do passo das permissões |
concedida ou ignorada |
| Visita guiada fechada |
vista até ao fim, ou em que página parou |
| Licença ativada |
nada |
Os tamanhos são enviados por faixa (“abaixo de 1 GB”, “1–10 GB”, “acima de 10 GB”), não como número real. Um número exato repetido de sessão para sessão começa a tornar-se impressão digital de uma máquina específica; uma faixa, não.
O Firebase acrescenta mais por sua conta, fora do nosso controlo: versão da aplicação, versão do macOS, modelo da máquina, país deduzido do seu endereço IP, e um identificador por instalação.
2. Relatórios de falha (Firebase Crashlytics)
Quando a aplicação estoira: a pilha de chamadas, versão da aplicação, versão do macOS, arquitetura da máquina, língua da interface. Não o nome do ficheiro que tinha aberto — o relatório não passa por esse caminho.
3. Verificações de atualização (Sparkle)
Descarrega um ficheiro XML com a lista de versões, e o pacote de atualização se houver um mais recente. O servidor vê o que todo o servidor web vê: endereço IP, hora, versão do macOS e versão do MExplorer. O pacote é verificado contra uma assinatura EdDSA antes de instalar. Pode ser desligado em Definições → Atualizações.
4. Ativação de licença (a partir da 1.0.3)
Só acontece quando é o próprio a ativar uma chave neste Mac, ou quando abre a lista de Macs que usam a sua chave. Não existe batimento: a aplicação nunca contacta o servidor de licenças por horário, e depois da primeira ativação não o contacta de todo.
- A sua chave de licença — para localizar a sua licença.
- Um código de máquina — para contar os Macs do seu plano. É um resumo criptográfico de sentido único de um identificador de hardware, não um número de série: o servidor nunca guarda o identificador real do seu Mac, e esse código não pode ser cruzado com os registos de mais ninguém.
- O nome do seu Mac (“MacBook Pro do Công”) — para saber qual Mac há de remover. É o único campo pessoal novo, e sem ele a lista é só uma fila de resumos.
- Versão do macOS e versão da aplicação — apoio e estatísticas de compatibilidade.
Conservação: os registos de ativação e o registo de eventos são apagados ao fim de 24 meses. Os registos de licença e de encomenda ficam mais tempo por serem prova de compra.
Nada bloqueia quando fica sem rede. A licença no seu Mac é permanente e é verificada sem ligação — mesmo que o servidor de licenças encerrasse de vez, um Mac já ativado não daria por isso.
Como desligar
As estatísticas de utilização e os relatórios de falha estão ligados por omissão e hoje não têm botão para desligar. Isto é uma decisão comercial, e contraria o requisito de “opt-in” que a nossa própria especificação estabelece. Escrevemo-lo aqui em vez de ficarmos calados.
- Bloquear na firewall: o MExplorer só fala com
*.google-analytics.com, *.crashlytics.com, firebaselogging.googleapis.com, o servidor de atualizações da MOBILUCK, e licence.code247.ai quando ativa uma licença.
- Usar uma compilação sem configuração do Firebase. Uma compilação sem o ficheiro de configuração não envia absolutamente nada — é o comportamento por omissão do código, não uma opção escondida.
Para que serve o acesso total ao disco
O macOS exige esta permissão para ler ~/Library, onde as aplicações guardam os seus dados. Sem ela, três das funcionalidades principais — espaço por aplicação, restos de aplicações removidas e limpeza de cache — não conseguem funcionar, porque o sistema operativo as trava logo à porta.
A permissão deixa o MExplorer ler. Não é usada para recolher seja o que for para enviar: nada do que é lido do seu disco chega aos eventos acima.
Confirme por si
Não tem de acreditar nesta página. O Firebase junta os eventos numa base de dados local e envia-os ao seu próprio ritmo, por isso olhar uma vez para as ligações de rede não costuma mostrar nada — o que não quer dizer que a aplicação não envie nada. Para ver o que está em fila, abra-a na sua própria máquina:
sqlite3 ~/Library/Application\ Support/Google/Measurement/google-app-measurement.sql \
"SELECT name, count(*) FROM events GROUP BY name"
Verá exatamente os eventos da tabela acima, mais alguns automáticos do próprio Firebase. Não verá nome de ficheiro nem caminho nenhum, porque não existe rota para lá chegarem.
Atualizado a 1 de setembro de 2026. Antes dessa data o MExplorer não enviava nada além de verificações de atualização, e esta página dizia isso mesmo. Mudámos o programa e esta página no mesmo dia, em vez de deixar de pé a promessa antiga.
Este documento é publicado em todas as línguas que o sítio do MExplorer fala. As traduções existem para que possa ler as condições na sua própria língua; quando uma tradução e o inglês divergirem no sentido, prevalece a versão em inglês. Isto não afeta os seus direitos legais no país onde reside.